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Um em cada cinco Macs está infectado por vírus do WindowsSegundo a empresa de segurança, falta do hábito de instalar softwares antivírus colabora para o aumento da difusão de malwares entre donos de computadores Apple.

Um em cada cinco Macs está infectado por vírus do WindowsSegundo a empresa de segurança, falta do hábito de instalar softwares antivírus colabora para o aumento da difusão de malwares entre donos de computadores Apple.

Por Paulo Guilherme em 25 de Abril de 2012

(Fonte da imagem: ThinkStock)

Uma pesquisa feita pela empresa de segurança Sophos, que analisou 100 mil computadores Mac, revelou que aproximadamente 20% dos sistemas operacionais OSX estão infectados com algum vírus projetado para o Windows.

Mas antes que você comece a escanear seu Mac para protegê-lo dos problemas, pode ficar calmo. O estudo também revelou que apenas 1 em cada 36 deles possuem algum malware que tenha chances de causar algum problema na plataforma da Maçã, devido às diferenças de arquitetura dos dois sistemas.

É claro que, embora essa notícia seja um alívio para muitos, é bom lembrar que o vírus ainda pode afetar seu sistema, caso você utilize uma máquina virtual que emule o Windows. Além disso, o arquivo malicioso pode ser acidentalmente transferido para outros computadores que utilizem o SO da Microsoft.

“Alguns usuários do Mac podem estar aliviados ao saber que eles têm chances sete vezes maiores de ter um vírus, spyware ou Trojan desenvolvido para o Windows do que malware específico para o Mac OS X, mas esse tipo de infecção está sendo encontrada com cada vez mais frequência”, alerta Graham Cluley, consultor de tecnologia sênior da Sophos. “Usuários do Mac precisam ficar atentos ao crescente problema com malwares”, complementa.
O Flashback continua

Entre os dados da pesquisa, a Sophos também descobriu que 2,7% dos computadores estavam infectados com vírus criados especificamente. Mas o fato mais assustador é que 75% dessas infecções foram causadas pelo Flashback, o famoso malware que está dando muita dor de cabeça para a Apple. Por isso, se você tem um Mac, é melhor começar a tomar mais cuidado.

(Fonte da imagem: Reprodução/Sophos)
“Criminosos virtuais veem o Mac como um alvo fácil, já que seus donos não têm o hábito de usar softwares antivírus e costumam ter uma renda média maior do que o usuário típico do Windows”, declarou Cluley. “Os usuários do Mac precisam proteger seus computadores agora, ou vão se arriscar a enfrentar um problema com malwares tão grande quanto aquele visto nos PCs”, afirma o especialista em segurança.



TecMundo

Cibercrime: como agem os bandidos virtuais (7'01'')- Reportagem Especial

      Reportagem Especial

Cibercrime: como agem os bandidos virtuais (7'01'')

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Resumo
A reportagem especial desta semana é sobre cibercrimes, aqueles cometidos com a ajuda da tecnologia. Onde está o perigo? Você sabe se proteger? O que as autoridades estão fazendo para barrar a investida virtual dos bandidos? São cinco matérias sobre o tema. Nesta primeira, você vai saber que esse é um tipo de crime que, apesar de invisível, pode fazer males bem reais. A reportagem completa é de Ginny Morais, com produção de Cristiane Baker de Lucélia Cristina.

TEC: EFEITO ESPECIAL + TRILHA FUNDO ASSALTO -"Mãos ao alto!"

Desse jeito é fácil identificar um assaltante, não é?

Mas não se iluda. A ausência de uma arma ou de violência não quer dizer que você esteja seguro. Ainda mais em tempos de internet.

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo estão conectadas por meio da rede mundial de computadores e esse número cresce a todo momento, principalmente em países como o Brasil, onde aproximadamente a metade da população ainda não tem acesso a essa tecnologia. E é no meio dessa gente toda, de toda a liberdade da internet, que está o perigo. O crime que a gente não vê.

A cada segundo, 14 pessoas são vítimas de algum crime na internet, o que dá um milhão de vítimas por dia, segundo a empresa Symantec, que atua na área de segurança virtual. Esse mesmo estudo mostrou que só no Brasil são mais de 3 mil vítimas por hora.

Por aqui ainda não existe uma definição certinha, em lei, do que é um crime virtual, cibercrime ou crime cibernético - como você preferir chamar. Apesar disso, autoridades e especialistas falam mais ou menos a mesma língua: é um crime que envolve tecnologia, computador, celular, internet. O mestre em Direito pela Universidade de Brasília Paulo Rená fala da principal característica desse tipo de crime:

"Cibernético é um comando que feito a distância, de forma remota... o crime cibernético é um crime praticado a distancia, no caso, realizado por meio da internet ou por outro aparato, mas que a prática do crime não aconteça no local onde ele é executado"

Exemplos de cibercrimes não faltam. Por incrível que pareça, quase tudo de ruim na vida real também pode ser feito virtualmente. O delegado Carlos Eduardo Sobral, chefe da unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, dá alguns exemplos:

"Qualquer conduta que acontecia no passado, como o tráfico de drogas, a pornografia infantil, a pirataria, quando se usa o computador, e esse computador potencializa essa conduta, ampliando o mercado ou facilitando a comunicação, a gente configura como crime cibernético. E agora tem os crimes cibernéticos novos, crimes de alta tecnologia, que são as condutas contra os computadores, contra a informação armazenada no computador, com a alteração dos dados, a subtração dos dados, a divulgação dos dados, a interrupção do funcionamento nesse computador."

Ou seja, os cibercrimes não miram só pessoas, mas também máquinas.

A gente teve vários exemplos disso no ano passado, quando sites de órgãos públicos foram alterados por hackers. Até o e-mail da presidente da República, Dilma Rousseff, foi invadido. O maior ataque virtual aconteceu em junho. O site da Universidade de Brasília foi um dos alvos, como conta Jorge Fernandes, diretor de informática da instituição:

"Existe uma certa vulnerabilidade dentro do sistema. Alguém invadiu esse sistema ou entrou sem autorização e distorceu algumas mensagens que tinham lá dentro, algumas informações, algumas notícias que tinham no site"

No fim das contas, a única consequência do ataque foi que o site da Universidade foi tirado do ar até que tudo fosse corrigido. Outro site invadido foi o do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, como lembra o diretor de informática do órgão, Paulo César Moraes:

"Um hacker... se utilizando de fragilidades que existiam, teve acesso ao servidor onde estava a nossa página e ele, então, trocou a imagem da página por um olho . Com a pele verde, azul imitando assim as cores da bandeira brasileira, eles conseguiram entrar lá e trocar a imagem da página, só, mas não conseguiram ter acesso a qualquer dado sigiloso"

Paulo César conta que o susto foi grande, porque o sistema do IBGE guarda as estatísticas oficiais do país, como a contagem da população e até índices econômicos. Apesar de isso não ter acontecido, ficou um clima de insegurança.

"Ficou sem estar disponibilizada a página do IBGE para o público em geral, isso foi o que ocorreu de dano realmente, dano imediato, digamos. Indiretamente, outro dano que pode ter ocorrido pra gente, a gente já recebeu pedido de esclarecimentos de pessoas ou de empresas que fornecem dados para as pesquisas do IBGE, preocupadas se os dados delas não estariam, de alguma forma, sendo acessados por pessoas que estariam invadindo a página. O que não ocorreu, felizmente"

No caso dos ataques aos sites governamentais, as investigações da Polícia Federal ainda não deram em nada. E a gente pode até dizer que as consequências das invasões foram leves, porque, no geral, os sites só ficaram fora do ar. Mas nem por isso é possível baixar a guarda. Dependendo da ofensiva virtual, ela pode fazer males bem reais, como explica o delegado Demetrius Gonzaga, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes do Paraná:

"Se o criminoso quiser, ele pode matar usando o computador, ele pode ter interferência em sistemas de controle de tráfego aéreo, rodoviário, ferroviário, pode ter acesso a sistema de hospitais, de redes públicas de abastecimento de energia, então são situações em que o criminoso pode causar mortes em massa, se não houver controle efetivo e possibilidade de rastreamento"

O problema é que pessoas comuns, sem saber, acabam ajudando nesses ataques dos hackers. Como? Tendo vírus no computador, como explica o chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército, José Carlos dos Santos.

"O cidadão, às vezes, não tem noção que baixando um programa de origem duvidosa ele está contribuindo para multiplicar as ferramentas de ataque. Às vezes a gente baixa um programinha que parece ser inofensivo e ele contém códigos maliciosos que formam uma rede mundial de computadores, de smartphones para configurar um ataque que pode ter consequências sérias para alguns serviços públicos"

Como tudo ao nosso redor está cada vez mais informatizado, um ataque virtual pode até paralisar um país. E o que não falta é gente querendo fazer isso. A última estatística do Governo Federal mostra que seus sistemas sofriam 200 mil tentativas de ataques por dia. Só nos do Exército são 2 mil tentativas diárias, e cerca de 1% tem sucesso, segundo o general José Carlos dos Santos.

De Brasília, Ginny Morais.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
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Cibercrime: como agem as autoridades (8'45'') - Reportagem Especial

Reportagem Especial
Cibercrime: como agem as autoridades (8'45'')
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Resumo
Na segunda matéria da série especial sobre cibercrimes, a repórter Ginny Morais revela como as autoridades brasileiras estão caçando os bandidos virtuais.
Sabe aquelas fotos de momentos de intimidade? A gente já viu isso dar muito problema no mundo das celebridades, não é mesmo?! Como aquele da atriz de Hollywood, Scarlett Johansson... Fotos da loira nua foram espalhadas para o mundo inteiro pela internet. E o detalhe: foi ela mesma que tirou as fotos com seu celular. Era só para o marido ver, mas um hacker invadiu o aparelho e aí já viu...

Esse tipo de perigo não ronda só gente famosa não. E as consequências vão muito além da fofoca. Que o diga a jornalista Rose Leonel, moradora de Maringá, no Paraná. Em 2006, ao terminar um namoro de três anos e meio, ela viu a vida virar um inferno:
"A pessoa com quem eu estive, o meu companheiro cometeu um crime de me expor na internet. Eram fotos que foram feitas na intimidade de nosso relacionamento. Colocava uma foto que tinha a minha imagem, colocava meu nome, endereço, telefone com o meu rosto e o restante ele pegava fotos de sites de pornografia. Ele começou a soltar disparos para cerca de 15 mil e-mails. Ele mandava para toda a imprensa, para meus chefes, para meus clientes, para todo mundo. Não contente com isso, ele começou a criar perfis meus em sites de pornografia na Holanda, na Rússia, em Portugal, na Alemanha, eu recebia telefonemas do país inteiro, convites horríveis, para fazer programa. Fez isso sistematicamente por três anos"

Isso trouxe consequências imediatas para Rose Leonel, que era colunista social na época:

"Eu fui queimada viva, eu fui assassinada, assassinato moral, assassinato psicológico. O meu filho foi embora do país, não suportou a pressão. Toda nossa família sofreu muito. Fui demitida e ninguém nunca mais quis me contratar. Eu sofri um processo de exclusão social, perdas emocionais, psicológicas, perdi amigos, dinheiro, perdi todas as coisas, menos a fé em Deus"

Para tentar impedir que os e-mails fossem espalhados, na época, Rose procurou a Justiça:

"Tinha uma dificuldade muito grande para se trabalhar com cibercrime em Maringá, por ser uma área nova do Direito. Perdi a causa e ele saiu mais revigorado, disparando mais e-mails. Foi quando peritos digitais se ofereceram para atuar no meu caso porque eu, desempregada, sem dinheiro... Daí nós entramos na Justiça novamente e houve busca e apreensão do material dele. Foi constatada a presença do material nas máquinas dele, os horários, o que ele fazia, a autoria do crime dele"

No caso da atriz Scarlett Johansson, em um mês o culpado pela divulgação das fotos da atriz pelada já estava preso e sendo acusado por 26 crimes com 50 vítimas, podendo ser condenado a mais de 120 anos de cadeia. Mas isso foi lá nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a jornalista Rose Leonel levou cinco anos para conseguir que a Justiça aceitasse a culpa do ex-namorado. E ele foi condenado. Criminalmente, a quase dois anos de detenção, que acabou virando trabalho comunitário mais multa de R$ 1200 por mês no período. Civilmente, a pagar indenização de R$ 30 mil para Rose.

O caso de Rose Leonel mostra que, ao contrário do que muita gente pensa, os criminosos da internet podem, sim, ser condenados pela Justiça. A estimativa é que 95 em cada 100 crimes virtuais já possam ser enquadrados no Código Penal. Mas e aí, como pegar quem pratica um crime pela internet, que é anônimo? O primeiro passo é buscar pistas do bandido, como explica o ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Fernando Botello:

"Fazendo aqui uma grosseira analogia, o crime de homicídio é aquele crime com violência, que deixa sempre um vestígio ou no corpo da vítima ou no local praticado, seja um dado de sangue, de impressão digital etc. A mesma coisa ocorre com crime eletrônico. O crime eletrônico deixa vestígios, que é o dado da conexão: o dia, a hora e a rede usada"

Esse registro é chamado de log de conexão e é feito pelo provedor toda vez que uma pessoa acessa a internet, seja por computador, telefone - qualquer dispositivo. O registro também considera o chamado IP, que na prática é o número de identidade que o equipamento recebe sempre que entra na internet. O log de conexão é considerado fundamental pela polícia e justiça porque permite saber de onde partiu um cibercrime. Mas chegar até esse registro é uma das maiores dificuldades da investigação, segundo Leandro Bissoli, perito em crime digital:

"Nós não temos a obrigação de provedores de serviço de conexão ou de aplicativos que armazenem essas informações, como já existe para as lan-houses. Muitos casos perdemos o andamento dele porque chega a um ponto onde a empresa diz que não tem mais a informação"

Mesmo sem a obrigação, os provedores guardam os registros de acesso à internet por um tempo. Só que para ter acesso a eles, a polícia precisa de autorização da Justiça. O problema, para o diretor da Divisão de Crimes de Alta Tecnologia da Polícia Civil de Brasília, Silvio Cerqueira, é a burocracia, que colabora para que haja impunidade:

"Essa ordem judicial, para que a polícia tenha resposta, demanda pelo menos uns quatro meses. Recebi aqui uma vítima com advogado num caso de crime contra a honra, onde eles tinham recebido uma primeira resposta do Google de um caso começado em 2009. Foram dois anos para obter a primeira resposta"

Além da lentidão dos processos, falta estrutura para investigação dos cibercrimes. No âmbito federal, o Centro de Defesa Cibernética do Exército, que, mesmo sendo de segurança nacional, conta com apenas 25 militares e teve R$ 20 milhões de orçamento em 2011, enquanto o general que comanda a unidade, José Carlos dos Santos, afirma que são necessários R$ 400 milhões para equipar suficientemente o setor. Por outro lado, o Governo Federal em Brasília tem a Unidade de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, considerada a mais bem equipada do país, com 200 investigadores. Mas isso está longe de ser a realidade do resto do país. Para você ter uma ideia, nem metade das capitais dos estados tem unidade especializada. Um exemplo da insuficiência de recursos está no Paraná, como conta Demetrius Gonzaga, delegado titular do Núcleo de Combate aos Cibercrimes do estado:

"Para você ter uma ideia, tramitam aqui nesta unidade cerca de 10 mil casos para um delegado e uma equipe que não chega a 10 pessoas"

Com a falta de estrutura no setor público, pipocam empresas particulares de investigação de cibercrimes. Nesse caso, a vítima paga caro para uma perícia independente, que, depois de pronta, é entregue para a Justiça confirmar se é verdadeira. Só que mesmo com alguns casos sendo solucionados mais rapidamente, o autor do Manual do Detetive Virtual, Wanderson Castilho, afirma que a impunidade na internet ainda é grande:

"Estimo que, hoje, a cada 100 vítimas, talvez duas ou três realmente tenham a justiça feita, isso porque elas tiveram recursos próprios que investiram para ter sua honra de volta. Estima-se que por ano aumenta-se de 7 a 10 milhões de novos usuários de internet no Brasil"

Os condenados por cibercrimes considerados de menor potencial, como difamação, acabam pegando penas alternativas, como pagamento de cestas básicas. Já para os cibercriminosos que causam grande dano à vítima, como pedófilos ou até assassinos, as penas podem chegar às mesmas que são dadas fora do mundo virtual, o que, na prática, podem fazer com que o criminoso fique até 30 anos preso. Mas não há notícia de que isso já tenha acontecido no Brasil. Já nos Estados Unidos, houve caso de hacker ser condenado a 40 anos de prisão.

De Brasília, Ginny Morais

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Exército brasileiro prepara sistema de prevenção contra ataques Cibern.

Exército brasileiro prepara sistema de prevenção contra ataques cibernéticos


 
O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos.
As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis, como explica à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Ccomgex (Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército).
- Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade.
Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.
Na última sexta-feira (3), o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.
O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos ItaúBradescoBanco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.
Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.
Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.
Defesa cibernética
Guerra diz que sites do governo já foram derrubados.
- Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados.
Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.
A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização.
O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.
O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses.
O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil.
Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas.
O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais.
- Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria.

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