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Pescado nas escolas é saudável e deve ser mais competitivo

Pescado nas escolas é saudável e deve ser mais competitivo do que o frango, defende ministro em coletiva
 Publicado em Terça, 20 Março 2012 13:19


O ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura, concedeu no final da tarde desta segunda-feira (19) entrevista coletiva à imprensa, em Brasília, para anunciar o início do mapeamento do consumo de pescado nas escolas públicas do País, onde estudam aproximadamente 45 milhões de crianças e adolescentes. O trabalho está sendo desenvolvido com o apoio do Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
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“Queremos saber, com o apoio das nutricionistas das escolas municipais e estaduais, por que o consumo ainda está tão baixo, se é porque as merendeiras não sabem preparar o pescado, se faltam geladeiras ou se o pescado está muito caro, por exemplo,” afirmou o ministro.

Segundo ele, o objetivo do governo federal é desenvolver, após o “raio X do setor”, políticas públicas bem definidas que estimulem desde cedo os jovens a consumirem pescado, um alimento nobre e nutritivo. “Queremos que a escola não apenas ensine disciplinas como o português e a matemática, mas também hábitos saudáveis como o consumo de pescado, que poderão continuar por toda a vida”, destacou.

O ministro lembrou que o brasileiro ainda consome pouco pescado em relação ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Em 2010, o consumo interno atingiu a média de 9,75 quilos/ano por habitante, quando a entidade internacional recomenda pelo menos 12 quilos. A única exceção, lembrou, é a região Amazônica, onde o consumo de peixe é elevado, pelos hábitos enraizados e a falta de uma concorrência mais forte com a carne de frango.




Estímulo à produção

Ministro Crivella disse que o aumento de consumo de pescado, além de favorável à saúde pública, será importante para estimular a maior escala de produção e a redução de preços, sobretudo através da aquicultura. Entretanto, informou que o governo federal deve agir em algumas frentes para tornar a atividade pesqueira e aquícola atrativa para o empresariado e para o consumidor. “Queremos a carne de peixe tão popular e até mais atrativa do que a carne de frango, porque é a mais saudável entre todas”, defendeu.

Para tanto, ressaltou a importância da pesquisa, ou seja, da Ciência e Tecnologia para o aumento da produtividade e a seleção de espécies de pescado “nutritivas e de qualidade absoluta”. Foi isto o que ocorreu com o gado e o frango brasileiros, cujas carnes, recordou, depois conquistaram o Brasil e o mundo.

O ministro também defendeu a exoneração de impostos para as cadeias produtivas da aquícultura e da pesca, como o PIS e o CONFINS, de forma a aumentar a competitividade e a atratividade dos setores. Na última sexta-feira, Crivella já havia solicitado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução do custo de produção da cadeia de pesca e aquicultura.

Em outra ponta, ele destacou a importância de se ter linhas de financiamento adequadas à atividade, a exemplo das que estimulam a agropecuária nacional. Também recordou o poder estratégico do governo federal, para o incentivo à produção, quando destina a produção aquícola familiar à merenda das escolas públicas. Por fim, lembrou a necessidade de um tipo de “reforma agrária” pacífica nas águas da União, especialmente aproveitando os grandes reservatórios de hidrelétricas.

Marcelo Crivella conclamou o empresariado a participar desta grande mudança de mercado, investindo no setor pesqueiro.




Pesquisa nas escolas

A pesquisa nas escolas públicas será feita nos meses de março e abril, com os especialistas acessando os formulários no site do MPA na Internet através do lonk http://sisform.mpa.gov.br/limesurvey/. A mobilização conta com o apoio das secretarias municipais e estaduais de educação, bem como com a adesão das escolas e centros técnicos federais.

Em 2009, uma pesquisa semelhante, mas menos detalhada do que a atual, foi realizada nas escolas públicas. Dos 5565 municípios participantes, apenas 31% responderam à convocação. Ficou constatado que apenas 12% dos alunos da rede escolar pública nacional eram beneficiados com o pescado em sua alimentação. E, mesmo assim, apenas 5% dos 1718 municípios ofertavam pescado uma vez por semana.

Ministério da Pesca e Agricultura

MPA e Ministério do Meio Ambiente debatem questões dos setores

MPA e Ministério do Meio Ambiente debatem questões dos setores pesqueiro e aquícola
O ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura e a ministra Izabela Teixeira, do Meio Ambiente, se reuniram, na última quarta-feira (14), para debater assuntos interligados às duas pastas e promover o entrosamento dos setores. Participaram da audiência, o secretário de Planejamento e Ordenamento da Pesca do MPA, Eloy de Souza; o assessor internacional do Ministério, Francisco Osvaldo Barbosa; a gerente da Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do Ministério do Meio Ambiente, Mônica Peres; e o secretário de Biodiversidade do MMA, Roberto Brandão.

Fonte: Site do ministro da Pesca e Aquicultura Marcelo Crivella
 

Na posse de Crivella, Dilma chora e defende política de coalizão


Na posse de Crivella, Dilma chora e defende política de coalizão
Presidente lamentou a saída de Luiz Sérgio do Ministério da Pesca.
'Infelizmente', às vezes é preciso 'prescindir' de algumas pessoas, disse.
Priscilla Mendes e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
02/03/2012 

A presidente Dilma Rousseff chorou ao lamentar, nesta sexta-feira (2), durante cerimônia de posse de Marcelo Crivella no Ministério da Pesca, a saída de Luiz Sérgio de sua equipe de ministros. Ela defendeu a existência de alianças e coalizões políticas como "essência para que o Brasil seja administrado" e disse que, "infelizmente", às vezes é preciso "prescindir" de algumas pessoas no governo.
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"Luiz Sérgio, você foi e é um amigo e um parceiro que compreende a natureza de um governo de coalizão assim como a dedicação que a política muitas vezes acaba por nos impor em nome dos interesses do país", disse a presidente.
Luiz Sérgio, você foi e é um amigo [...] que compreende a natureza de um governo de coalizão assim como a dedicação que a política muitas vezes acaba por nos impor em nome dos interesses do país."
Dilma Rousseff
Crivella é apontado como uma indicação estratégica para aproximar o governo do setor evangélico. Ex-integrante da bancada evangélica no Congresso, ele assume o único ministério do PRB, seu partido, em substituição a Luiz Sérgio,que, sob Dilma, já havia ocupado a pasta das Relações Institucionais.
"A história recente do Brasil, de afirmação da democracia [...], tem sido marcada pelo exercício do poder por meio de alianças e coalizões politicas. Nisso o meu governo não é diferente. Esse é um país extremamente complexo, múltiplo e democrático. Assim sendo, a constituição de alianças políticas é essência para que o Brasil seja administrado, para que o Brasil seja governado de forma democrática e, ao mesmo tempo, que o governo represente os interesses da nação", disse Dilma.
A presidente ainda disse que Luiz Sérgio tem sua "gratidão", seu "respeito", sua "admiração" e sua "amizade". Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele volta a ocupar seu cargo na Câmara.
'Lealdade'
Após a cerimônia de posse, Luiz Sérgio afirmou que a "emoção de Dilma" tem um significado importante e garantiu que continuará leal ao governo apesar de ter sido demitido do comando da Secretaria da Pesca.
"Essa emoção para mim significa muito. Significa que houve uma consideração e um reconhecimento pelo meu trabalho e pela minha lealdade com o governo", disse.
O ex-ministro, que agora reassumirá o cargo de deputado federal, minimizou o fato de ter sido "sacrificado" em prol da entrada do PRB no ministério. "Na busca da composição, muitas vezes é preciso substituir pessoas de quem gostamos, de quem estávamos gostando do trabalho. Então, eu continuo no governo, na Câmara, como deputado, e a presidenta Dilma pode contar comigo em qualquer situação", afirmou.
'Minhoca no anzol'Após o anúncio da mudança ministerial, na última quarta-feira, o novo ministro foi criticado por não conhecer o setor que irá comandar. Em seu discurso na cerimônia de posse, Crivella disse que não quer que a presidente fique "triste" por ter um ministro que "não é um especialista e não sabe colocar minhoca num anzol". "Mas colocar minhoca no anzol a gente aprende rápido. Pensar nos outros é que é difícil", disse.
"Acho que, de fato, o senador Crivella tem toda razão. A gente aprende a colocar a minhoca no anzol, o que é difícil de aprender é, de fato, governar para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Esse país, afinal de contas, levou alguns séculos para respeitar todos os cidadãos brasileiros", respondeu a presidente. "Tenho certeza que o Crivella vai acrescentar muito às nossas minhocas colocadas no anzol."
José AlencarA presidente também citou o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, morto no ano passado vítima de um câncer. "O Zé honrou o PRB, do qual foi um dos fundadores, dignificou o governo ao qual ele pertenceu e com quem eu tive a honra de conviver. Engrandeceu a nossa nação, deixou um exemplo de abnegação e de amor tanto à atividade política, mas sobretudo uma homenagem à vida que deve inspirar cada um de nós", disse.
"O PRB de José Alencar e do ministro Crivella não podia ficar fora do meu governo. Na verdade, o PRB está apenas voltando."

G1

Manifestantes colocam 513 pedras na Esplanada em ato contra crack

Manifestantes colocam 513 pedras na Esplanada em ato contra crack 
Protesto visa sensibilizar os 513 deputados federais para problema da droga.
 Pedras pintadas de branco foram colocadas em frente ao Congresso.
 
01/02/2012 10h08
Do G1 DF
Ato público realizado nesta quarta-feira (1º) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tenta sensibilizar os deputados federais para a situação de risco dos usuários de crack no país. Voluntários do projeto Força Jovem Brasil colocaram 513 pedras pintadas de branco no gramado em frente ao Congresso Nacional, que representaria cada deputado.  (Foto: Maiara Dornelles/G1) 
Ato público realizado nesta quarta-feira (1º) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tenta sensibilizar os deputados federais para a situação de risco dos usuários de crack no país. Voluntários do projeto Força Jovem Brasil colocaram 513 pedras pintadas de branco no gramado em frente ao Congresso Nacional. De acordo com o coordenador do projeto, Thiago Magalhães, as pedras representam cada deputado. "É um ato silencioso. Queremos chamar atenção para um problema sério que vem devastando, principalmente, os jovens. (Foto: Maiara Dornelles/G1)

G1

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