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7 coisas que nunca deveriam ter sido inventadas

7 coisas que nunca deveriam ter sido inventadas

O progresso nem sempre traz benefícios para a humanidade, e o preço a pagar por erros do passado pode ser muito caro.

Por Roberto Hammerschmidt em 20 de Abril de 2012
Os seres humanos são capazes de criar coisas incríveis. Mas ao mesmo tempo em que conseguimos nos superar e melhorar nosso padrão de vida, nós também nos boicotamos com produtos, descobertas e invenções que prejudicam nossa existência e a da natureza.
Confira a nossa lista de coisas indesejáveis e perceba porque viveríamos muito melhor se certas coisas nunca tivessem sido criadas.

1. Plástico

Imagine uma área enorme, no meio do oceano Pacífico, que pode ser duas vezes o tamanho do território dos Estados Unidos. Não se trata de uma ilha, mas de uma imensa “sopa de lixo” chamada de “Grande Porção de Lixo do Pacífico”.  Segundo o jornal britânico The Independent, nada menos do que 100 milhões de toneladas de lixo podem estar boiando nessa região, sendo que a esmagadora maioria é composta por plástico.
O plástico constitui 90% de todo o lixo que boia nos oceanos do mundo. Seu inventor, Alexander Parques, criou o material indestrutível para substituir uma dezena de outros, mas não considerou seus malefícios: câncer, resíduos tóxicos contaminando o ambiente e uma quantidade gigantesca de lixo jogada no mar.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pois nenhum processo natural consegue eliminá-lo. Especialistas apontam que a durabilidade que torna o plástico tão útil às pessoas é também o que o torna tão prejudicial à natureza.

2. Armas de destruição em massa

A Chama da Paz fica localizada em um monumento dentro do Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, no Japão. Ela é uma chama “de verdade” que fica acesa o tempo todo e que permanecerá assim até que “a ameaça de aniquilação nuclear deixe o planeta”.  
Hiroshima foi devastada em 1945 por um ataque nuclear que matou entre 70 e 80 mil pessoas instantaneamente, além de milhares de outras nos anos seguintes — devido aos efeitos da radiação. Nagasaki, outra cidade japonesa vítima de bomba nuclear, perdeu aproximadamente 80 mil habitantes. Em ambas as localidades, a esmagadora maioria de mortos era civil.
O uso das armas de destruição em massa foi classificado como bárbaro, visto que mais de 150 mil pessoas foram mortas em Hiroshima e Nagasaki, e as áreas atingidas eram altamente povoadas por civis. Nos dias anteriores ao lançamento das bombas, vários cientistas americanos tentavam convencer as autoridades que o poder destrutivo da bomba poderia ser demonstrado sem causar mortes. Em vão.

3. Junk Food

(Fonte da imagem: Reprodução/NutriMais)
O junk food – literalmente traduzido como “comida-lixo” – é praticamente sinônimo de fast food, mas vai além do que é oferecido nas cadeias de comida-rápida. Esse tipo de alimento contém altos níveis de gordura saturada, sal e açúcar, além de diversos aditivos alimentares. Ao mesmo tempo, ele é carente de proteínas, vitaminas e fibras dietéticas.
O produto popularizou-se entre os fabricantes por ser relativamente barato de produzir. Também é popular entre os consumidores de todo mundo porque é fácil de encontrar e requer um mínimo ou nenhum preparo antes do consumo — que é associado à obesidade, a doenças coronarianas, diabetes tipo 2, hipertensão e cáries.
Hambúrgueres, pizzas, salgadinhos e doces são exemplos clássicos de junk foods. Mas para a Agência de Normas Alimentares do Reino Unido, qualquer alimento rico em gordura, sal ou açúcar pode ser considerado como pertencente a essa categoria.

4. SPAM

(Fonte da imagem: Reprodução/GeekyGadgets)
O SPAM é um pesadelo que povoa nossas contas de email. Estima-se que 90% das mensagens que chegam a nossas caixas de entrada são SPAMs. Esse tipo de email é usado para os piores fins, como boatos (hoaxes), correntes (chain letters), propagandas indesejadas, golpes (scam), estelionato (phishing) e infestação por programas maliciosos (vírus, worms e cavalos de troia).
O SPAM surgiu na época em que internet ainda era conhecida como ARPANet  (que interligava apenas as bases militares e departamentos de pesquisa do governo americano). Na época, a questão não foi considerada por todos como sendo de relevante importância.
Os responsáveis pela ARPANet acreditavam que as consequências de tal comportamento eram pequenas e não justificavam a criação de um sistema de controle. Como todos nós sabemos, foi um terrível engano. Hoje, o SPAM é considerado um dos maiores problemas da internet.

5. Cigarros

(Fonte da imagem: Reprodução/Amazonion)
A maioria das pessoas conhece os malefícios do cigarro. Mesmo assim, uma grande parcela da sociedade ainda fuma. O custo social do tabagismo para o governo é gigantesco: o Sistema Único de Saúde (SUS) é obrigado a arcar com o ônus das doenças provocadas pelo uso do cigarro.
É por isso que o Estado realiza uma campanha muito forte contra o fumo: impostos mais elevados para os fabricantes de cigarros, proibição do fumo em determinados locais e criação de peças publicitárias condenando o seu uso são algumas das medidas tomadas.
A fumaça do cigarro é extremamente danosa tanto para quem fuma quanto para quem fica perto de um fumante. Ela prejudica a circulação entre o coração e o pulmão, causa inúmeros danos aos dois órgãos, como infarto e câncer, e diminui a oxigenação dos tecidos.

6. CFC

Os clorofluorcarbonos (CFCs) são compostos químicos utilizados em unidades de refrigeração e aerossóis. Eles devastam o meio ambiente, pois se combinam com o ozônio atmosférico, neutralizando o composto molecular e enfraquecendo a camada de ozônio – uma importante barreira ambiental que protege a superfície terrestre da radiação ultravioleta do sol.
Embora a regulamentação tenha aumentado desde a década de 1970 e seu uso tenha diminuído, o CFC pode permanecer na atmosfera por quase um século, tornando-se um erro de longa duração.

7. Microsoft Bob

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)
Lembra-se do Clippy? O odiado assistente do Office era um recurso presente nas versões 97 e 2003 do programa e foi muito criticado por ser intrusivo e irritante. Se o pequeno clipe já foi um incômodo apenas dentro do Office, imagine em um sistema operacional inteiro, auxiliando você em todas as suas tarefas no PC, como acessar a internet, ouvir música ou ver um vídeo. Este era o Microsoft Bob.
A interface gráfica foi projetada para ser uma versão mais facilitada do Windows 95. Bob considerava o seu computador como uma casa, e você(sem) como um convidado. Desenhos animados guiavam as pessoas na realização de tarefas simples. O software era caro e não conseguiu competir com o Macintosh, da Apple, considerado muito mais amigável.
O Microsoft Bob é considerado o maior fracasso da história da empresa, mas deixou um legado permanente para o mundo: a fonte Comic Sans, considerada por muitos como a pior fonte de todos os tempos. Ela foi criada exclusivamente para o Bob.

Interessante---> Balão geométrico de hélio assume diferentes formas

Balão geométrico de hélio assume diferentes formas



Objeto se locomove com o auxílio da propulsão de inversão e pode ser controlado com um iPhone.
Por Fabio Jordão em 21 de Abril de 2012
SmartInversion é o nome de um objeto voador desenvolvido pela companhia Festo. O produto parece ser algo de outro planeta, mas, na verdade, é um balão de hélio com pequenos motores que possibilitam a mudança na estrutura básica.
Como você pode ver no vídeo, o SmartInversion pode assumir diversas formas geométricas e se locomover graças ao mecanismo de propulsão de inversão. O balão de hélio nada convencional pode ser controlado através de um software para iPhone. Não há preços ou detalhes sobre o lançamento do produto.

Baixaki

IBM cria bateria de lítio-ar leve e com alta densidade

IBM cria bateria de lítio-ar leve e com alta densidadeModelo é capaz de alimentar um veículo para rodar por cerca de 800 quilômetros.

Por Wikerson Landim em 21 de Abril de 2012



Em 2009, a IBM lançou uma iniciativa que visava desenvolver uma bateria capaz de alimentar um veículo por 500 milhas (cerca de 800 quilômetros). O projeto, que foi batizado de Battery 500, finalmente chegou a uma conclusão e um novo modelo de tecnologia foi apresentado pela empresa neste mês.

Na bateria de lítio-ar da IBM, o oxigênio reage com o peróxido de lítio, criando lítio e energia elétrica. Quando a bateria está carregada, o processo se inverte e o oxigênio é liberado, gerando um “ar respirável”, conforme descrição da companhia.

As baterias atuais são completamente autossuficientes, ou seja, já contêm oxigênio em sua construção. No novo modelo, o oxigênio utilizado vem da atmosfera, o que permite dispositivos mais leves. Entretanto, há um entrave: a densidade da energia das baterias lítio-ar é muito maior do que a das convencionais baterias de lítio.

(Fonte da imagem: Divulgação/IBM)



Na prátic,a isso significa que as baterias atuais não são capazes de gerar um desempenho igual ao da gasolina para o motor, por exemplo. Contudo, a IBM estima que em dez anos as baterias de lítio podem ser substituídas pelas baterias de lítio-ar e, num cenário mais otimista, dispensar por completo o uso de gasolina como combustível.

A ideia das baterias de lítio-ar não é necessariamente nova, uma vez que já vem sendo debatida desde a década de 70. Contudo, materiais atuais como o grafeno e os nanotubos de carbono podem ser significativos na construção de baterias com essa estrutura. O vídeo acima detalha como é o processo eletroquímico de uma bateria lítio-ar.

Os primeiros protótipos de bateria lítio-ar estão sendo construídos no IBM Almaden Research, na Califórnia. Ainda não há previsão de quando a nova tecnologia estará disponível para testes.


Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/bateria/22495-ibm-cria-bateria-de-litio-ar-leve-e-com-alta-densidade.htm#ixzz1st5EYWZk



Baixaki

Nascem nos EUA os primeiros macacos quiméricos


Nascem nos EUA os primeiros macacos quiméricos


O macaco Roku é um dos primeiros animais quiméricos da espécie, criados por uma equipe de cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos Mais OHSU/EFE

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Uol

Chuva de meteoros desta quarta-feira poderá ser vista pelos pernambucanos

COTIDIANO


Ciência & vida // Astronomia

Chuva de meteoros desta quarta-feira poderá ser vista pelos pernambucanos

Publicado em 02.01.2012, às 19h10 Do NE10

 
Na madrugada desta quarta-feira (04), os estados do Norte e Nordeste presenciarão um grande fenômeno da astronomia. Por volta das 2h da madrugada da terça (03) para a quarta (04), ocorrerá uma chuva de meteoros, denominada Quadrantídeos, em uma intensidade prevista de 40 a 95 meteoros.

De acordo com o coordenador do núcleo de astronomia do IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), o professor Guilherme Pereira, se define como quadrantídeos, a passagem da Terra em uma nuvem formada por estes pequenos corpos (meteoros) remanescentes da formação do Sistema Solar, mais conhecidos por meteoros ou estrelas cadentes. "Este é um fenômeno que acontece em média oito vezes por ano e agora vai passar pelo hemisfério Norte. Neste momento, vários meteoros atingirão a atmosfera do planeta", comenta.

Por ficar em uma área mais próxima do Equador, Norte e Nordeste do Brasil, além de outros países localizados no hemisfério norte, terão o privilégio de visualizar o risco de meteoros queimando na atmosfera. "Os meteoros, também chamados de estrela cadente, vivem cruzando a atmosfera. Em sua maioria, queimam no ar, ou caem no oceano. Agora, a quantidade de meteoros cruzando o céu será bem maior", complementa o professor.

O Núcleo irá acompanhar de perto o fenômeno, com dispositivos próprios para observação. A população poderá acompanhar a chuva de meteoros a olho nu ou com um pequeno binóculo. "Procure um lugar mais alto, com algum binóculo ou até mesmo máquina digital. Sempre observando para o Norte", afirma o professor.
[Veja o vídeo]



NE10


Foco ambiental - Tanajura

Foco ambiental

Cai cai tanajura

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Foto: Gilvandro Gurgel/Flickr
Por Ricardo Braga
 
Quando menino, uma das minhas curtições mais alegres era apanhar tanajuras, que voavam aos milhares logo que ameaçava a chover, em busca de acasalar. Vez ou outra eu levava uma mordida braba, que fazia o sangue escorrer pelo dedo.

A tanajura é a fêmea da formiga saúva, ou de roça, do gênero Atta. Ao deixarem seus ninhos, saindo por entre bananeiras e até de frestas da calçada, eram apanhadas por um bando de crianças e adultos, que não poupavam nem aquelas em voo, sendo derrubadas com galhos de mato, em uma festa que geralmente antecedia a noite.

Como era bom juntar centenas delas em uma lata, arrancando-lhes antes a cabeça e o tórax, só deixando o abdome. Parecia ruindade de menino perverso, mas malvadeza de criança é aprendizado. O que queríamos mesmo era a bunda da tanajura, que levávamos ao fogo em uma panela, derretendo sua gordura para deixá-la assadinha.  Bastava acrescentar um pouco de sal e estava pronto. Agora era comer pura, com farinha e, às vezes, tomando café.

Depois descobri que esse era um hábito muito difundido na zona rural, chegando ao ponto de serem vendidas na feira a quilo, sendo curtição comê-las com cerveja ou cachaça, ou ainda usadas como presente para amigo do peito. Mais ainda, descobri que os índios já a consumiam assim e que seu nome em tupi-guarani significa formiga que se come.

Interessante é saber que aquelas formigas grandes, que pareciam impotentes diante da nossa sanha, são as mesmas saúvas que devoram plantações, cortando e transportando as folhas e talos para o ninho debaixo da terra, enfileiradas como adestrados soldados em campanha, levando cada qual uma bandeira. Folhas que não são comidas, mas que servem de substrato para crescimento do fungo que as alimenta.

Tamanha força, garantida por 100 milhões de anos de seleção natural, tornou o agricultor tão vulnerável que o naturalista francês Auguste Saint-Hilaire disse que ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil. Praga de tanta força que levou a métodos de controle com formicidas, muitos deles mortais não só para as formigas.

Observando pelo lado do controle natural, tem-se que andorinhas, sabiás e tatus vivem atrás desses insetos para comê-los, reduzindo suas populações.  E o que fazíamos como crianças, se não isso? Depois de adulto, descobri que, ao nosso modo, praticávamos o controle biológico de populações de pragas de formigas!

Por isso hoje, ao ver crianças pulando de um pé só, levando mordida sem deixar de sorrir ao apanhar tanajuras, concluo que empregam método menos radical do que os científicos laboratórios de pesticidas. Elas só não cantam mais o nosso mantra: Cai cai tanajura, tua bunda tem gordura.



NE10


Tecnologia-Ciência / "Nova Terra" - Estrela Gira a 2 milhões de km por hora

Separei essa super postagem para quem gosta de novidades, descobertas, ciência e universo.

Estrela que gira a 2 milhões de km por hora é a mais rápida já detectada 
 
Astro VFTS 102 foi detectado por equipe do Observatório Europeu do Sul.
Objeto tem 25 vezes a massa do Sol e brilha 100 mil vezes mais.

 
 
Astrônomos ligados ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descobriram a estrela que gira mais rápido no espaço. O astro se chama VFTS 102 e tem uma rotação que ocorre a 2 milhões de quilômetros por hora - velocidade 300 vezes superior à do Sol ao fazer o mesmo movimento.
A estrela foi revelada por observações com o Telescópio Muito Largo (VLT), um dos principais instrumentos telescópicos do mundo, situado no Observatório do Paranal no Chile. Os cientistas pesquisavam a região da Nebulosa da Tarântula, uma formação de poeira e gás localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias que serve como satélite da Via Láctea - assim como a Lua em relação à Terra.
VFTS 102 tem uma massa 25 vezes maior que a do Sol e chega a brilhar 100 mil vezes mais. Sua velocidade ao percorrer o espaço também impressiona os especialistas, que acreditam que o astro possa ter sido ejetado de um sistema de estrelas duplas. Ela está a uma distância de 160 mil anos-luz daqui - um ano-luz equivale a quase 10 trilhões de quilômetros.
Segundo esta hipótese, uma das estrelas teria explodido sob a forma de uma supernova, expulsando a companheira VFTS 102 da região. A prova pode estar na presença de resquícios de supernova próximos à região observada pelos cientistas na Grande Nuvem de Magalhães, além de um pulsar - uma estrela muito pequena e com muita massa, que poderia ter sido originada após a explosão.
Ilustração mostra como seria a estrela de rotação mais rápida já detectada. (Foto: G. Bacon / ESA / Nasa)Ilustração mostra como seria a estrela de rotação mais rápida (em azul). (Crédito: G. Bacon / ESA / Nasa)
 
 
 ***
 

Planeta similar à Terra é achado ao redor de estrela parecida com o Sol 
 
Astro pode conter água líquida em sua superfície.
Nasa anunciou novos dados da sonda Kepler nesta segunda-feira (5).


A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas "Terras" pelo espaço.
Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma "zona habitável" (em inglês também é comum o termo "goldilocks").
O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista "The Astrophysical Journal", uma das principais publicações científicas sobre astronomia.
Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta. O astro possui um raio 2,4 vezes maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.
Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Foto: Ames / JPL-Caltech / Nasa)Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Crédito: Ames / JPL-Caltech / Nasa)
Números da Kepler

O novo balanço da missão Kepler revelou a existência de 1.094 novos candidatos a planetas. Desses, 10 estariam na "zona habitável" das estrelas que orbitam. Observações futuras deverão confirmar se estes corpos são ou não planetas.
Atualmente, apenas 600 astros são confirmados como planetas pelos astrônomos. A sonda Kepler é, atualmente, a principal desvendadora de novos mundos. O instrumento vasculha as redondezas de 150 mil estrelas, todas localizadas em uma faixa no céu entre as constelações do Cisne e de Lira.
Para confirmar que Kepler 22b era mesmo um planeta, a sonda precisou verificar o sinal vindo daquela região pelo menos três vezes. A estrela que ela orbita é um pouco mais fria que o nosso Sol.
Desde o último balanço, em fevereiro, o número de candidatos a planetas cresceu 89% e agora chega a 2.326. Desses, 207 têm tamanho próximo ao da Terra, 680 são maiores que o nosso planeta e 1.181 são tão grandes quanto Netuno. A lista é completada por 203 astros com as mesmas dimensões que Júpiter e apenas 55 maiores que o maior astro do Sistema Solar (depois do Sol).
 
***
 
 

Cientistas descobrem os maiores buracos negros já conhecidos 
 
Juntos, astros têm massa quase 10 bilhões de vezes maior que a do Sol.
Achado foi publicado pela revista científica 'Nature'.
Da EFE
Ilustração da movimentação de estrelas na região central de uma galáxia elíptica gigante (Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette Cook) 
Ilustração da movimentação de estrelas na região
central de uma galáxia elíptica gigante
(Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette
 
Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira (5) pela revista "Nature".
Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs.
Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.
Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos.
As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.
No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.
Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.
Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 -- NGC 3842 e NGC 4889 -- e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.
Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.
Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior.
Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.
Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.
 
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 Fonte:  G1
 
 

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