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Após onze anos, condenado o ex-governador Arruda

Após onze anos, condenado o ex-governador Arruda
 Onze anos após o escândalo da violação do painel eletrônico do Senado, na votação secreta que levou à cassação o senador Luiz Estevão (PMDB-DF), a Jus­tiça Federal em Bra­sília condenou o ex-governador do Distrito Fe­deral José Roberto Arruda e mais três pessoas por improbidade administrativa. O juiz Ale­xandre Vi­digal de Oliveira, da 20ª Vara Federal, considerou que Arruda praticou ato de improbidade administrativa ao ordenar a quebra do sigilo da votação.
Para o juiz, baseado em vários depoimentos colhidos ao longo do processo, Arruda “teve participação expressiva nas ações de articulação dos envolvidos e de acesso e conhecimento das informações sigilosas obtidas”. Além da suspensão dos direitos políticos por 5 anos e o pagamento de 100 salários de senador, o ex-governador ficou proibido de ter contratos com o poder público ou receber benefício dele. 



(Agência Estado)

Ligações Perigosas - Jornalista da revista “Veja” aparece em gravações de esquema de corrupção que envolve vários políticos e bicheiro

publicado em 20/05/2012 às 00h00.
Ligações perigosas

Jornalista da revista “Veja” aparece em gravações de esquema de corrupção que envolve vários políticos e bicheiro

Da redação
redacao@folhauniversal.com.br 
  O escândalo envolvendo o senador Demóstenes Torres (sem partido, GO) e o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso acusado por 15 delitos, ganhou um capítulo inesperado depois que foi comprovada a ligação do bicheiro com a revista "Veja", o que levantou suspeita sobre o trabalho jornalístico do grupo Abril. Cachoeira emplacou várias "denúncias" na "Veja" após levantar as informações por meio de escutas e métodos ilegais.


A relação entre a "Veja" e políticos citados na CPI do Cachoeira fica clara em gravações feitas com autorização da Justiça e indicam: o bicheiro influenciou na publicação de várias notícias na revista. Além de notas, as informações teriam resultado em cinco reportagens de capa, que atendiam a interesses de Cachoeira e parceiros. O alvo era sempre o Governo federal e a reportagem mais explícita atacou a cúpula do Ministério dos Transportes – demitida após a publicação. Ao mesmo tempo, a "Veja" já alçou Demóstenes como referência ética no Senado.


A influência de Demóstenes e Cachoeira sobre a revista de maior circulação do Brasil dava poder à dupla e assustava políticos da base aliada do Governo. A situação começou a mudar quando a Polícia Federal divulgou o conteúdo de escutas ilegais que revelaram a cumplicidade entre políticos e a revista "Veja". A PF identificou pelo menos 200 ligações telefônicas suspeitas entre Policarpo Júnior, um dos redatores-chefes da "Veja", e Carlinhos Cachoeira. Mas o redator da "Veja" em Brasília também aparece em outros telefonemas obscuros, alguns com Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções, empresa envolvida no esquema de lavagem de dinheiro do bicheiro Cachoeira.


Em alguns trechos dos grampos feitos com autorização da Justiça, Cachoeira comenta com Abreu sobre as informações passadas a Policarpo, em tom de comemoração. Cachoeira diz até que chegou a pedir que determinada informação fosse publicada na coluna Radar da revista, demonstrando o poder de influência do contraventor na publicação da Abril. A questão não se restringe ao grupo controlado por Roberto Civita. Jornais influentes como "Folha de S. Paulo" e "O Globo" não só ignoraram o problema como saíram em defesa dos jornalistas de "Veja". Os profissionais da revista alegam que Cachoeira seria só uma fonte de informação, mas a PF já concluiu que Policarpo sabia das relações ilícitas entre Cachoeira e Demóstenes, informação que também deveria ser de conhecimento da alta cúpula da Abril, como informou a revista "Carta Capital". 
 
 Folha Universal

Ministro insiste no “kit gay”

Ministro insiste no “kit gay”

Fernando Haddad irrita a presidente Dilma, que já havia vetado cartilha escolar com temas como a homossexualidade
Da redação
redacao@folhauniversal.com.br


Mesmo com o veto anterior da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação preparou uma nova versão do kit escolar, com vídeos e cartilhas sobre relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo. Trata-se de material semelhante ao que foi apresentado no começo do ano e cuja distribuição acabou cancelada por determinação direta da presidente.


A notícia de uma nova versão surgiu na Câmara dos Deputados, em Brasília, na semana passada. Parlamentares da base aliada e da oposição afirmaram em um seminário que a pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad, pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, havia feito uma versão alternativa do material vetado. No kit original, vídeos e cartilhas tratavam de temas como homossexualidade e bissexualidade. Em um deles, a história era de colegas de classe que rejeitavam duas meninas que namoravam. Em outro, de um transexual que lutava para ser reconhecido como mulher. E em outro, ainda,  de um menino que se apaixona por uma garota e um colega ao mesmo tempo.


De acordo com o coordenador-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação, Fábio Meirelles de Castro, a nova versão que estaria sendo preparada aborda apenas a diversidade sexual. “Já é um primeiro passo para a gente ter livros didáticos que respeitem a orientação afetiva sexual e que dialoguem com essa demanda do movimento para o Programa Nacional de Educação”, afirmou.


Mas, após a polêmica ser retomada, o Ministério da Educação negou que uma nova versão das cartilhas escolares estivesse sendo feita, desmentindo  as   declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre a suposta intenção da pasta de criar um novo “kit gay”, mais ameno. “O kit gay não foi sepultado ainda”, chegou a dizer Bolsonaro. O Ministério, porém, creditou os rumores sobre o assunto às declarações “mentirosas” do parlamentar.


O ministério também descartou que tenha ocorrido um novo desentendimento entre Haddad e Dilma. Esse atrito teria acontecido justamente por causa da elaboração desta nova versão do “kit gay”, já que, há 6 meses, a própria presidente ordenou o cancelamento da distribuição na rede pública de ensino do País de um primeiro lote de cartilhas destinadas, segundo o MEC, à conscientização dos estudantes em relação ao preconceito.


Naquela ocasião, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que “a presidente não gostou dos vídeos, achou o material inadequado e determinou que [ele] não circule oficialmente”.


Sobre a primeira versão do kit, o MEC disse que a distribuição não chegou mesmo a ser feita e informou que o conteúdo está sob análise do comitê de publicações da pasta.




Folha Universal





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