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Atenção - Prorrogado prazo para entrega da Declaração Anual do Simples

Prorrogado prazo para entrega da Declaração Anual do Simples

Pequenas e micro empresas ganharam mais quatro dias para entregar documento

Publicado por Redação PRB em 17/04/2012 às 15h03

BRASÍLIA (DF) – As micro e pequenas empresas ganharam mais quatro dias de prazo para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional referente aos ganhos obtidos em 2011. O prazo terminaria na segunda-feira (16), mas a Receita Federal do Brasil prorrogou o prazo para a próxima sexta-feira (20). Resolução tratando da ampliação do prazo está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (17).

De acordo com a Receita, a prorrogação foi determinada por problemas técnicos no sistema de recebimento da declaração. O Comitê Gestor do Simples Nacional informou que até as 17h desta segunda-feira havia recebido mais de três milhões de declarações. Qualquer multa que for gerada por atraso até o novo prazo será cancelada.

Devem entregar a declaração todas as microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional. A entrega também é facultada às micro e pequenas empresas que embora não apareçam ainda no cadastro de optantes no ano-base 2011 tenham processo formalizado em alguma unidade fazendária – federal, estadual, distrital ou municipal.

A entrega da declaração deve ser feita exclusivamente pela internet, por meio de aplicativo específico disponível no portal do Simples Nacional, no menu contribuintes, opção Simples Nacional, que permite acesso via certificado digital para utilização online, sem a necessidade de utilizar o programa Receitanet.

Fonte: Agência Brasil



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Ampliação do Supersimples vira lei

Ampliação do Supersimples vira lei, após aprovação unânime na Câmara

O ajuste na tabela do Simples Nacional beneficia diretamente mais de 5,6 milhões de empresas com redução de tributos e simplificação do pagamento.
Arquivo/Leonardo Prado
Cláudio Puty
Cláudio Puty afirma que medida vai tirar profissionais autônomos da informalidade.
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (10) a lei que reajusta em 50% as tabelas de enquadramento das micro e pequenas empresas no Simples Nacional (ou Supersimples). O sistema institui um regime diferenciado de tributação para esse grupo, com pagamento de seis tributos federais em uma só alíquota. A proposta (PLP 87/11) foi aprovada na Câmara por unanimidade no último dia 31 de agosto.

A partir de 1º de janeiro de 2012, a receita bruta anual máxima para as microempresas poderem optar pelo regime passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil. As de pequeno porte serão consideradas aquelas com receita acima de R$ 360 mil e até R$ 3,6 milhões.
Já para os microempreendedores individuais (MEI), a receita máxima anual sobe de R$ 36 mil para R$ 60 mil. Essa foi uma das principais vantagens da proposta, segundo o relator do projeto do Supersimples na Câmara, deputado Cláudio Puty (PT-PA).
Os chamados MEI são profissionais autônomos que contribuem para a Previdência Social e podem empregar até um funcionário. Puty explica que a maior parte desse grupo é composta por pessoas que antes trabalhavam na informalidade e que hoje contribuem com cerca de R$ 40 a R$ 60 por mês. Em troca, têm acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio doença.
De acordo com o relator, hoje o Brasil já soma quase 1,7 milhão de microempreendedores individuais. “Esse é um reconhecimento da enorme capacidade de trabalho dos brasileiros e brasileiras, que se viram no dia a dia. É também a prova de que a redução de impostos nem sempre significa a perda de arrecadação tributária. Neste caso, foi o contrário, pois mais gente entrou para a formalidade”, comemorou.
De acordo com o Sebrae, o ajuste na tabela do Supersimples afeta diretamente mais de 5,6 milhões de empresas, já que, com a ampliação do teto, mudam também as alíquotas aplicadas em cada categoria de negócio. Ou seja, com a lei, um comércio com faturamento anual de R$ 180 mil, por exemplo, que hoje paga 5,47% de sua receita em tributos, passará a pagar 4%.
Já um comércio com faturamento de R$ 1,62 milhão, que atualmente paga alíquota de 10,23%, contribuirá, a partir de 1º de janeiro, com 9,03%. Segundo o governo, a nova lei deverá implicar em renúncia fiscal da União da ordem de R$ 5,3 bilhões em 2012, R$ 5,8 bilhões em 2013 e R$ 6,4 bilhões em 2014.
Secretaria Nacional
O presidente da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, deputado Pepe Vargas (PT-RS), destacou que, após o ajuste da tabela do Supersimples, o setor privado pode ter ainda mais benefícios com a criação da Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa, que está prevista no Projeto de Lei 865/11, do Executivo, em tramitação na Câmara.

Vinculado à Presidência da República, o novo órgão será responsável pela execução de políticas públicas voltadas às empresas de pequeno e médio porte, às cooperativas e às associações. O impacto orçamentário previsto com a criação da secretaria será de R$ 6,5 milhões em 2011 e R$ 7,9 milhões nos anos seguintes.
"A criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa vai articular o governo federal com estados e municípios, sociedade e Congresso Nacional, para construção de políticas públicas que favoreçam ainda mais o desenvolvimento dos pequenos negócios”, disse Pepe Vargas nesta quinta-feira, na cerimônia de sanção do projeto do Supersimples, no Palácio do Planalto.
O PL 865/11 já foi aprovado por duas comissões (Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público) e aguarda ainda análise de outras duas comissões (Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania) antes de ser votado em Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carolina Pompeu e Luiz Cláudio Canuto
Edição – Daniella Cronemberger




Agência Câmara de Notícias



Ampliação do Supersimples vira lei

Ampliação do Supersimples vira lei, após aprovação unânime na Câmara

O ajuste na tabela do Simples Nacional beneficia diretamente mais de 5,6 milhões de empresas com redução de tributos e simplificação do pagamento.
Arquivo/Leonardo Prado
Cláudio Puty
Cláudio Puty afirma que medida vai tirar profissionais autônomos da informalidade.
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (10) a lei que reajusta em 50% as tabelas de enquadramento das micro e pequenas empresas no Simples Nacional (ou Supersimples). O sistema institui um regime diferenciado de tributação para esse grupo, com pagamento de seis tributos federais em uma só alíquota. A proposta (PLP 87/11) foi aprovada na Câmara por unanimidade no último dia 31 de agosto.

A partir de 1º de janeiro de 2012, a receita bruta anual máxima para as microempresas poderem optar pelo regime passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil. As de pequeno porte serão consideradas aquelas com receita acima de R$ 360 mil e até R$ 3,6 milhões.
Já para os microempreendedores individuais (MEI), a receita máxima anual sobe de R$ 36 mil para R$ 60 mil. Essa foi uma das principais vantagens da proposta, segundo o relator do projeto do Supersimples na Câmara, deputado Cláudio Puty (PT-PA).
Os chamados MEI são profissionais autônomos que contribuem para a Previdência Social e podem empregar até um funcionário. Puty explica que a maior parte desse grupo é composta por pessoas que antes trabalhavam na informalidade e que hoje contribuem com cerca de R$ 40 a R$ 60 por mês. Em troca, têm acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio doença.
De acordo com o relator, hoje o Brasil já soma quase 1,7 milhão de microempreendedores individuais. “Esse é um reconhecimento da enorme capacidade de trabalho dos brasileiros e brasileiras, que se viram no dia a dia. É também a prova de que a redução de impostos nem sempre significa a perda de arrecadação tributária. Neste caso, foi o contrário, pois mais gente entrou para a formalidade”, comemorou.
De acordo com o Sebrae, o ajuste na tabela do Supersimples afeta diretamente mais de 5,6 milhões de empresas, já que, com a ampliação do teto, mudam também as alíquotas aplicadas em cada categoria de negócio. Ou seja, com a lei, um comércio com faturamento anual de R$ 180 mil, por exemplo, que hoje paga 5,47% de sua receita em tributos, passará a pagar 4%.
Já um comércio com faturamento de R$ 1,62 milhão, que atualmente paga alíquota de 10,23%, contribuirá, a partir de 1º de janeiro, com 9,03%. Segundo o governo, a nova lei deverá implicar em renúncia fiscal da União da ordem de R$ 5,3 bilhões em 2012, R$ 5,8 bilhões em 2013 e R$ 6,4 bilhões em 2014.
Secretaria Nacional
O presidente da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, deputado Pepe Vargas (PT-RS), destacou que, após o ajuste da tabela do Supersimples, o setor privado pode ter ainda mais benefícios com a criação da Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa, que está prevista no Projeto de Lei 865/11, do Executivo, em tramitação na Câmara.

Vinculado à Presidência da República, o novo órgão será responsável pela execução de políticas públicas voltadas às empresas de pequeno e médio porte, às cooperativas e às associações. O impacto orçamentário previsto com a criação da secretaria será de R$ 6,5 milhões em 2011 e R$ 7,9 milhões nos anos seguintes.
"A criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa vai articular o governo federal com estados e municípios, sociedade e Congresso Nacional, para construção de políticas públicas que favoreçam ainda mais o desenvolvimento dos pequenos negócios”, disse Pepe Vargas nesta quinta-feira, na cerimônia de sanção do projeto do Supersimples, no Palácio do Planalto.
O PL 865/11 já foi aprovado por duas comissões (Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público) e aguarda ainda análise de outras duas comissões (Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania) antes de ser votado em Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carolina Pompeu e Luiz Cláudio Canuto
Edição – Daniella Cronemberger




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