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PEDOFILIA x HACKER - Anonymous lança campanha contra pedofilia

Notícias / Internet
Anonymous lança campanha contra pedofilia
O grupo de hackers divulgou nomes e endereços de donos de sites de pornografia infantilpor Redação Galileu
"Somos uma legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos" // Crédito: Reprodução

O Anonymous, coletivo de hackers, acaba de declarar guerra contra a pedofilia. Tanto que anunciaram, no YouTube, uma campanha chamada PedoChat, na qual interceptaram computadores de internautas que postam fotos de pornografia infantil na rede. Endereços e nomes de algumas dessas pessoas já foram até divulgados no site Pastebin.

O membro do grupo que fez o anúncio, enquanto usava a famosa máscara de Guy Fawkes, pediu a ajuda do público para pressionar a mídia e os governos para que sites de chat, usados por pedófilos para trocar imagens e material de pornografia infantil, sejam fechados.

Anteriormente, o Anonymous já declarou ter fechado, pelo menos, 40 desses sites que possuíam mais de 100 GB de arquivos que mostravam crianças sendo abusadas.

De acordo com o anúncio, o Anonymous reconhece que essa é uma missão séria, que levará tempo para ser cumprida. Facções do coletivo em todas as partes do mundo estariam participando de missões regionais. Confira os updates sobre a missão no twitter do grupo


Revista Galileu


Governo mudará de critério na correção de redações do Enem

EXAME
Governo mudará de critério na correção de redações do Enem
Segundo ministro da educação, alterações irão garantir mais segurança aos alunos
01/03/2012  - AGÊNCIA BRASIL
 O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu hoje que as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passem por mudanças no critério de correção, garantindo mais objetividade e segurança aos alunos. Conforme informou ontem o jornal "O Estado de S.Paulo", o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão que cuida do Enem, discute internamente mudanças na correção das redações. Uma das possibilidades é, no caso de discrepância das notas do primeiro e do segundo corretor, a redação ser levada a uma banca com três especialistas.

"Vamos mudar os critérios de correção, porque a redação sempre tem um caráter subjetivo. Quanto menor a dispersão das notas, quanto mais objetividade e segurança nós dermos aos alunos, melhor para a valorização do Enem. Vamos alterar o critério, sim aguardar a comissão de especialistas que está discutindo a matéria fazer uma proposta antes de bater o martelo", disse o ministro, que participou hoje do programa "Bom Dia, Ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
No ano passado, o Inep foi confrontado com processos judiciais de candidatos que criticaram as notas finais. Foi o caso de uma estudante carioca que recebeu três notas diferentes: 800 (do primeiro corretor), 0 (do segundo) e 440 (do terceiro).
"Pretendemos melhorar a realização do Enem para este ano. Para o aluno não vai ter alteração: o que vale no Enem é estudar. Estudou, passa. O que vamos aprimorar é a forma de fazer o exame para evitar as dificuldades", afirmou Mercadante. As provas do Enem 2012 estão marcadas para 3 e 4 de novembro.
SALÁRIO
Quanto ao pagamento do piso nacional dos professores, que foi reajustado para R$ 1.451 por mês, Mercadante disse que o MEC sabe das dificuldades das prefeituras garantirem o pagamento desse valor, mas afirmou que isso não pode levar ao retrocesso.
"Se quisermos ter educação de qualidade no Brasil, vamos ter de continuar recuperando o piso, para que os jovens que estão na universidade se motivem a ser professores", afirmou.

Agência Brasil

Ricardo Teixeira decide continuar na presidência da CBF

ASSEMBLEIA

 Ricardo Teixeira decide continuar na presidência da CBF

Encontro aconteceu nesta quarta-feira e contou com a presença dos presidentes das 27 federações

29/02/2012 18:17 - AGÊNCIA ESTADO  
 
RIO DE JANEIRO - Em uma assembleia geral extraordinária com os presidentes das 27 federações estaduais, nesta quarta-feira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro), Ricardo Teixeira decidiu continuar na presidência da entidade, apesar dos rumores de uma possível renúncia ou afastamento do cargo.

No poder desde 1989, Ricardo Teixeira tem mandato na CBF até 2015. O dirigente é também presidente do COL - Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil.


Caso o dirigente renunciasse, assumiria, de acordo com o estatuto, o vice-presidente mais velho: José Maria Marin, de 79 anos, ex-governador de São Paulo e apadrinhado por Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Se o presidente da CBF pedisse licença, no entanto, poderia escolher qualquer um dos cinco vices.

Folha PE

Cibercrime: como agem os bandidos virtuais (7'01'') - Rádio Câmara

Reportagem Especial 
Cibercrime: como agem os bandidos virtuais (7'01'')
Resumo A reportagem especial desta semana é sobre cibercrimes, aqueles cometidos com a ajuda da tecnologia. Onde está o perigo? Você sabe se proteger? O que as autoridades estão fazendo para barrar a investida virtual dos bandidos? São cinco matérias sobre o tema. Nesta primeira, você vai saber que esse é um tipo de crime que, apesar de invisível, pode fazer males bem reais. A reportagem completa é de Ginny Morais, com produção de Cristiane Baker de Lucélia Cristina.

TEC: EFEITO ESPECIAL + TRILHA FUNDO ASSALTO -"Mãos ao alto!"

Desse jeito é fácil identificar um assaltante, não é? 

Mas não se iluda. A ausência de uma arma ou de violência não quer dizer que você esteja seguro. Ainda mais em tempos de internet.

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo estão conectadas por meio da rede mundial de computadores e esse número cresce a todo momento, principalmente em países como o Brasil, onde aproximadamente a metade da população ainda não tem acesso a essa tecnologia. E é no meio dessa gente toda, de toda a liberdade da internet, que está o perigo. O crime que a gente não vê.

A cada segundo, 14 pessoas são vítimas de algum crime na internet, o que dá um milhão de vítimas por dia, segundo a empresa Symantec, que atua na área de segurança virtual. Esse mesmo estudo mostrou que só no Brasil são mais de 3 mil vítimas por hora. 

Por aqui ainda não existe uma definição certinha, em lei, do que é um crime virtual, cibercrime ou crime cibernético - como você preferir chamar. Apesar disso, autoridades e especialistas falam mais ou menos a mesma língua: é um crime que envolve tecnologia, computador, celular, internet. O mestre em Direito pela Universidade de Brasília Paulo Rená fala da principal característica desse tipo de crime:

"Cibernético é um comando que feito a distância, de forma remota...  o crime cibernético é um crime praticado a distancia, no caso, realizado por meio da internet ou por outro aparato, mas que a prática do crime não aconteça no local onde ele é executado"

Exemplos de cibercrimes não faltam. Por incrível que pareça, quase tudo de ruim na vida real também pode ser feito virtualmente. O delegado Carlos Eduardo Sobral, chefe da unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, dá alguns exemplos:

"Qualquer conduta que acontecia no passado, como o tráfico de drogas, a pornografia infantil, a pirataria, quando se usa o computador, e esse computador potencializa essa conduta, ampliando o mercado ou facilitando a comunicação, a gente configura como crime cibernético. E agora tem os crimes cibernéticos novos, crimes de alta tecnologia, que são as condutas contra os computadores, contra a informação armazenada no computador, com a alteração dos dados, a subtração dos dados, a divulgação dos dados, a interrupção do funcionamento nesse computador."

Ou seja, os cibercrimes não miram só pessoas, mas também máquinas. 

A gente teve vários exemplos disso no ano passado, quando sites de órgãos públicos foram alterados por hackers. Até o e-mail da presidente da República, Dilma Rousseff, foi invadido. O maior ataque virtual aconteceu em junho. O site da Universidade de Brasília foi um dos alvos, como conta Jorge Fernandes, diretor de informática da instituição:

"Existe uma certa vulnerabilidade dentro do sistema. Alguém invadiu esse sistema ou entrou sem autorização e distorceu algumas mensagens que tinham lá dentro, algumas informações, algumas notícias que tinham no site"

No fim das contas, a única consequência do ataque foi que o site da Universidade foi tirado do ar até que tudo fosse corrigido. Outro site invadido foi o do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, como lembra o diretor de informática do órgão, Paulo César Moraes: 

"Um hacker... se utilizando de fragilidades que existiam, teve acesso ao servidor onde estava a nossa página e ele, então, trocou a imagem da página por um olho . Com a pele verde, azul imitando assim as cores da bandeira brasileira, eles conseguiram entrar lá e trocar a imagem da página, só, mas não conseguiram ter acesso a qualquer dado sigiloso"

Paulo César conta que o susto foi grande, porque o sistema do IBGE guarda as estatísticas oficiais do país, como a contagem da população e até índices econômicos. Apesar de isso não ter acontecido, ficou um clima de insegurança.

"Ficou sem estar disponibilizada a página do IBGE para o público em geral, isso foi o que ocorreu de dano realmente, dano imediato, digamos. Indiretamente, outro dano que pode ter ocorrido pra gente, a gente já recebeu pedido de esclarecimentos de pessoas ou de empresas que fornecem dados para as pesquisas do IBGE, preocupadas se os dados delas não estariam, de alguma forma, sendo acessados por pessoas que estariam invadindo a página. O que não ocorreu, felizmente"

No caso dos ataques aos sites governamentais, as investigações da Polícia Federal ainda não deram em nada. E a gente pode até dizer que as consequências das invasões foram leves, porque, no geral, os sites só ficaram fora do ar. Mas nem por isso é possível baixar a guarda. Dependendo da ofensiva virtual, ela pode fazer males bem reais, como explica o delegado Demetrius Gonzaga, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes do Paraná: 

"Se o criminoso quiser, ele pode matar usando o computador, ele pode ter interferência em sistemas de controle de tráfego aéreo, rodoviário, ferroviário, pode ter acesso a sistema de hospitais, de redes públicas de abastecimento de energia, então são situações em que o criminoso pode causar mortes em massa, se não houver controle efetivo e possibilidade de rastreamento"

O problema é que pessoas comuns, sem saber, acabam ajudando nesses ataques dos hackers. Como? Tendo vírus no computador, como explica o chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército, José Carlos dos Santos.

"O cidadão, às vezes, não tem noção que baixando um programa de origem duvidosa ele está contribuindo para multiplicar as ferramentas de ataque. Às vezes a gente baixa um programinha que parece ser inofensivo e ele contém códigos maliciosos que formam uma rede mundial de computadores, de smartphones para configurar um ataque que pode ter consequências sérias para alguns serviços públicos"

Como tudo ao nosso redor está cada vez mais informatizado, um ataque virtual pode até paralisar um país. E o que não falta é gente querendo fazer isso. A última estatística do Governo Federal mostra que seus sistemas sofriam 200 mil tentativas de ataques por dia. Só nos do Exército são 2 mil tentativas diárias, e cerca de 1% tem sucesso, segundo o general José Carlos dos Santos.

De Brasília, Ginny Morais. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
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Rádio Câmara

Cibercrime: como agem as autoridades (8'45'') - Reportagem Especial

Reportagem Especial
Cibercrime: como agem as autoridades (8'45'')
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Resumo
Na segunda matéria da série especial sobre cibercrimes, a repórter Ginny Morais revela como as autoridades brasileiras estão caçando os bandidos virtuais.
Sabe aquelas fotos de momentos de intimidade? A gente já viu isso dar muito problema no mundo das celebridades, não é mesmo?! Como aquele da atriz de Hollywood, Scarlett Johansson... Fotos da loira nua foram espalhadas para o mundo inteiro pela internet. E o detalhe: foi ela mesma que tirou as fotos com seu celular. Era só para o marido ver, mas um hacker invadiu o aparelho e aí já viu...

Esse tipo de perigo não ronda só gente famosa não. E as consequências vão muito além da fofoca. Que o diga a jornalista Rose Leonel, moradora de Maringá, no Paraná. Em 2006, ao terminar um namoro de três anos e meio, ela viu a vida virar um inferno:
"A pessoa com quem eu estive, o meu companheiro cometeu um crime de me expor na internet. Eram fotos que foram feitas na intimidade de nosso relacionamento. Colocava uma foto que tinha a minha imagem, colocava meu nome, endereço, telefone com o meu rosto e o restante ele pegava fotos de sites de pornografia. Ele começou a soltar disparos para cerca de 15 mil e-mails. Ele mandava para toda a imprensa, para meus chefes, para meus clientes, para todo mundo. Não contente com isso, ele começou a criar perfis meus em sites de pornografia na Holanda, na Rússia, em Portugal, na Alemanha, eu recebia telefonemas do país inteiro, convites horríveis, para fazer programa. Fez isso sistematicamente por três anos"

Isso trouxe consequências imediatas para Rose Leonel, que era colunista social na época:

"Eu fui queimada viva, eu fui assassinada, assassinato moral, assassinato psicológico. O meu filho foi embora do país, não suportou a pressão. Toda nossa família sofreu muito. Fui demitida e ninguém nunca mais quis me contratar. Eu sofri um processo de exclusão social, perdas emocionais, psicológicas, perdi amigos, dinheiro, perdi todas as coisas, menos a fé em Deus"

Para tentar impedir que os e-mails fossem espalhados, na época, Rose procurou a Justiça:

"Tinha uma dificuldade muito grande para se trabalhar com cibercrime em Maringá, por ser uma área nova do Direito. Perdi a causa e ele saiu mais revigorado, disparando mais e-mails. Foi quando peritos digitais se ofereceram para atuar no meu caso porque eu, desempregada, sem dinheiro... Daí nós entramos na Justiça novamente e houve busca e apreensão do material dele. Foi constatada a presença do material nas máquinas dele, os horários, o que ele fazia, a autoria do crime dele"

No caso da atriz Scarlett Johansson, em um mês o culpado pela divulgação das fotos da atriz pelada já estava preso e sendo acusado por 26 crimes com 50 vítimas, podendo ser condenado a mais de 120 anos de cadeia. Mas isso foi lá nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a jornalista Rose Leonel levou cinco anos para conseguir que a Justiça aceitasse a culpa do ex-namorado. E ele foi condenado. Criminalmente, a quase dois anos de detenção, que acabou virando trabalho comunitário mais multa de R$ 1200 por mês no período. Civilmente, a pagar indenização de R$ 30 mil para Rose.

O caso de Rose Leonel mostra que, ao contrário do que muita gente pensa, os criminosos da internet podem, sim, ser condenados pela Justiça. A estimativa é que 95 em cada 100 crimes virtuais já possam ser enquadrados no Código Penal. Mas e aí, como pegar quem pratica um crime pela internet, que é anônimo? O primeiro passo é buscar pistas do bandido, como explica o ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Fernando Botello:

"Fazendo aqui uma grosseira analogia, o crime de homicídio é aquele crime com violência, que deixa sempre um vestígio ou no corpo da vítima ou no local praticado, seja um dado de sangue, de impressão digital etc. A mesma coisa ocorre com crime eletrônico. O crime eletrônico deixa vestígios, que é o dado da conexão: o dia, a hora e a rede usada"

Esse registro é chamado de log de conexão e é feito pelo provedor toda vez que uma pessoa acessa a internet, seja por computador, telefone - qualquer dispositivo. O registro também considera o chamado IP, que na prática é o número de identidade que o equipamento recebe sempre que entra na internet. O log de conexão é considerado fundamental pela polícia e justiça porque permite saber de onde partiu um cibercrime. Mas chegar até esse registro é uma das maiores dificuldades da investigação, segundo Leandro Bissoli, perito em crime digital:

"Nós não temos a obrigação de provedores de serviço de conexão ou de aplicativos que armazenem essas informações, como já existe para as lan-houses. Muitos casos perdemos o andamento dele porque chega a um ponto onde a empresa diz que não tem mais a informação"

Mesmo sem a obrigação, os provedores guardam os registros de acesso à internet por um tempo. Só que para ter acesso a eles, a polícia precisa de autorização da Justiça. O problema, para o diretor da Divisão de Crimes de Alta Tecnologia da Polícia Civil de Brasília, Silvio Cerqueira, é a burocracia, que colabora para que haja impunidade:

"Essa ordem judicial, para que a polícia tenha resposta, demanda pelo menos uns quatro meses. Recebi aqui uma vítima com advogado num caso de crime contra a honra, onde eles tinham recebido uma primeira resposta do Google de um caso começado em 2009. Foram dois anos para obter a primeira resposta"

Além da lentidão dos processos, falta estrutura para investigação dos cibercrimes. No âmbito federal, o Centro de Defesa Cibernética do Exército, que, mesmo sendo de segurança nacional, conta com apenas 25 militares e teve R$ 20 milhões de orçamento em 2011, enquanto o general que comanda a unidade, José Carlos dos Santos, afirma que são necessários R$ 400 milhões para equipar suficientemente o setor. Por outro lado, o Governo Federal em Brasília tem a Unidade de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, considerada a mais bem equipada do país, com 200 investigadores. Mas isso está longe de ser a realidade do resto do país. Para você ter uma ideia, nem metade das capitais dos estados tem unidade especializada. Um exemplo da insuficiência de recursos está no Paraná, como conta Demetrius Gonzaga, delegado titular do Núcleo de Combate aos Cibercrimes do estado:

"Para você ter uma ideia, tramitam aqui nesta unidade cerca de 10 mil casos para um delegado e uma equipe que não chega a 10 pessoas"

Com a falta de estrutura no setor público, pipocam empresas particulares de investigação de cibercrimes. Nesse caso, a vítima paga caro para uma perícia independente, que, depois de pronta, é entregue para a Justiça confirmar se é verdadeira. Só que mesmo com alguns casos sendo solucionados mais rapidamente, o autor do Manual do Detetive Virtual, Wanderson Castilho, afirma que a impunidade na internet ainda é grande:

"Estimo que, hoje, a cada 100 vítimas, talvez duas ou três realmente tenham a justiça feita, isso porque elas tiveram recursos próprios que investiram para ter sua honra de volta. Estima-se que por ano aumenta-se de 7 a 10 milhões de novos usuários de internet no Brasil"

Os condenados por cibercrimes considerados de menor potencial, como difamação, acabam pegando penas alternativas, como pagamento de cestas básicas. Já para os cibercriminosos que causam grande dano à vítima, como pedófilos ou até assassinos, as penas podem chegar às mesmas que são dadas fora do mundo virtual, o que, na prática, podem fazer com que o criminoso fique até 30 anos preso. Mas não há notícia de que isso já tenha acontecido no Brasil. Já nos Estados Unidos, houve caso de hacker ser condenado a 40 anos de prisão.

De Brasília, Ginny Morais

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