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A cobra vai fumar: Caio Blat detona a Globo e se diz "enojado" e "horrorizado"

Caio Blat detona a Globo e se diz "enojado" e "horrorizado"

terça-feira, 31 de julho de 2012 

''As coisas com o tempo vão aparecendo, de maneira mais clara e por fontes mais seguras!'' Confira a matéria. 


Em um bate-papo recente promovido pela Prefeitura de Suzano, na Grande São Paulo, Caio Blat conversou com artistas locais sobre aspectos de sua carreira e do cotidiano dos bastidores da TV e do cinema.

O ator, que vem se dedicando aos filmes já há alguns anos, não poupou críticas à Globo Filmes, uma das empresas das Organizações Globo, a qual possui contrato pela Rede Globo. 
"A distribuição ainda é uma coisa absolutamente predatória. Ainda há um monopólio (…) E o que elas fazem é absolutamente cruel. Elas sugam os filmes. Elas não fazem seu filme crescer. São grandes corporações, não são pequenas produtoras", disse ele.

Caio ainda deu continuidade: "Nos últimos 7 ou 8 filmes que eu fiz eu entrei como produtor do filme também, que é uma forma de você interferir no roteiro, na produção, montagem (…) E aí eu descobri como que a coisa tava acontecendo na hora da distribuição. E era uma coisa que me deixou enojado, me deixou horrorizado".

Ele ainda descreveu como a situação ocorria: "Eu ia sempre pra Globo pra divulgar os filmes que eu tava fazendo. Eu ia lá no Vídeo Show, ia lá no programa do Serginho Groismann, e achava que isso era um trabalho natural de divulgação. E aí eu descobri que essas coisas são pagas. Que quando eu vou no programa do Jô Soares pra fazer uma entrevista que ele mostra um trecho do filme, isso é considerado uma ação de merchandising e não de jornalismo. A Globo, a TV Globo, faz uma ação de merchandising pro filme e apresenta um custo, uma fatura, pra Globo Filmes pagar. Ela cobra dela mesma".

A cobrança, segundo Caio, vem da própria negociação. O filme que tem parceria com a Globo Filmes conta com o apoio de todas as empresas da Globo para divulgação, porém, ao mesmo tempo, passa a dever um valor alto de bilheteria à holding. Ele ainda deixa claro que esta é a única forma possível de parceria, afinal os filmes não produzidos pela Globo Filmes não contam com respaldo em nenhum dos veículos do grupo.

Blat afirma que a primeira parte da bilheteria gerada pelos filmes é encaminhada à Globo Filmes para apenas depois chegar aos produtores e responsáveis pela produção. "É uma forma que eles fazem para o dinheiro não sair dali" resumiu. 



Diário de bordo de uma Jornalista

Record responde diretor da Globo: “orgulho e arrogância”

Record responde diretor da Globo: “orgulho e arrogância”
Emissora ressaltou que telespectador está em busca de novas opções na televisão
Do R7
02/03/2012
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Record diz em comunicado que a Globo não entende que o telespectador busca alternativas

A Record emitiu nesta sexta-feira (2) um comunicado para a imprensa, diante dos comentários do executivo da Globo Esportes Marcelo Campos Pinto.

Nesta semana, a Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) decidiu seguir parceria com a Globo na transmissão da Copa do Mundo em 2018 e 2022.

O caso gerou discussão, pois a renovação se deu sem licitação para a concorrência.
 
Audiência da Globo cai 29% nos jogos da Copa do Mundo
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O executivo da Globo justificou a renovação para o portal UOL, dizendo que “A Globo está mil anos-luz à frente da Record”.

Diante de tais declarações, o vice-presidente de Programação da Rede Record, Honorilton Gonçalves, emitiu comunicado ressaltando a importância do telespectador e acusando a Globo de tratar o assunto com “orgulho e arrogância”.

Leia o comunicado na íntegra:

“Diante das afirmações do Sr. Marcelo diretor da Globo ao Uol, é necessário esclarecer:

Como um diretor da Globo pode falar desta maneira trabalhando numa emissora que perde audiência todos os anos? O orgulho e a arrogância não permitem perceber a realidade provada pelos institutos de pesquisa: os brasileiros estão cada vez mais em busca de novas opções na televisão. E a Record simplesmente se propõe a ser uma delas.

Há cinco anos a Globo tinha 15 pontos de audiência a mais que a Record na média do dia na Grande São Paulo. Hoje, a diferença despencou para 7 pontos, como mostram os números consolidados de fevereiro. Curioso, aliás, este diretor usar de tanta soberba justamente quando a Globo registra o pior fevereiro, em audiência, de toda a sua história.

Nas transmissões esportivas, das quais o diretor da Globo fala com tanta prepotência, a situação é ainda mais grave. Entre os anos de Copas do Mundo de 2002 até 2010, por exemplo, os jogos da seleção caíram em audiência 29%, ou seja, um em cada três telespectadores abandonaram a suposta qualidade da Globo para assistir aos jogos do Brasil por outros caminhos.

No tratamento dos Jogos Pan-Americanos, a mesma arrogância: a Globo ignorou o evento durante vários anos seguidos. Em 2003, a emissora transmitiu inacreditáveis 29 minutos do Pan de Santo Domingo. Ano passado, em Guadalajara, a Record exibiu 140 horas de eventos da segunda mais importante competição olímpica mundial. E apesar das dificuldades enfrentadas com a qualidade do sinal internacional de transmissão, lideramos a audiência em vários jogos, competições e em diversas capitais brasileiras.

O que os diretores da Globo não entendem, ou não querem entender, é que o telespectador é o grande responsável por estas novas escolhas. Arrogância típica de quem não tolera concorrência, como aconteceu esta semana nas sombrias negociações pelos direitos das Copas de 2018 e 22.

No Comitê Olímpico Internacional é diferente. Houve uma licitação para os Jogos Olímpicos de 2016 e, ao contrário do que tenta sugerir o referido funcionário da Globo, a Record conquistou os direitos para televisão aberta assim como a sociedade Globo-Bandeirantes também. Na mesma disputa e ao mesmo tempo foram proclamados os resultados, sem privilégios ou prioridades.

Honorilton Gonçalves, vice-presidente de Programação - Rede Record”


Mesmo com histórico de tragédias, Brasil não investe em prevenção

Mesmo com histórico de tragédias, Brasil não investe em prevenção
 
Prevenção
Mesmo com histórico de tragédias, Brasil não investe em prevenção. Imagem: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo

Imagem: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo

RIO - A Comissão Especial de Medidas Preventivas e Saneadoras de Catástrofes Climáticas da Câmara dos Deputados concluiu relatório que aponta para um histórico de tragédias naturais no Brasil e mostra que pouco se fez para evitar a ação da natureza. Entre os anos de 2000 e 2010, pelo menos duas mil pessoas morreram em acidentes climáticos. Somente em 2010 foram comunicados à Secretaria Nacional de Defesa Civil ocorrências em 883 municípios. Somado ao número de mortos registrado na enxurrada de 2011 que devastou áreas de municípios da Região Serrana do Rio, o total de vítimas fatais sobe para quase três mil.
A falta de investimentos em prevenção citada no relatório da comissão é ratificada por estudo divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A pesquisa mostra uma disparidade entre as verbas aplicadas no socorro às cidades e as usadas na prevenção. Segundo a CNM, de 2006 a 2011 o governo federal gastou R$ 745 milhões para prevenir acidentes, contra R$ 6,3 bilhões no socorro.
- O governo praticamente não destina nada para a prevenção. Quem é contemplado com ações de socorro enfrenta a burocracia. No primeiro ano recebe uns 8% da verba anunciada, no ano seguinte, 20%, e depois o que falta cai em restos a pagar e não aparece nunca mais - reclama o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Rio é o estado com maior número de ocorrências
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Piauí, Bahia e Rio Grande do Sul são os sete estados que mais sofreram de 2000 a 2010, segundo o relatório da Câmara. As tragédias prejudicaram, direta ou indiretamente, 10,4 milhões de pessoas. No estado do Rio, as catástrofes foram agravadas pelo "incremento da construção civil e a reocupação de áreas de risco". Os deputados afirmam que, na serra fluminense, 85% das áreas atingidas por deslizamentos em 2011 "foram desmatadas ou alteradas pela ação do homem".
O texto, entregue no final de dezembro ao presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), sugere três medidas para serem votadas no Congresso: uma emenda à Constituição (PEC) que cria o Fundo Nacional de Proteção Civil - substituiria o atual fundo para catástrofes -; o desenvolvimento do Estatuto de Proteção Civil, que define responsabilidades de municípios, estados e União; e apoio técnico e financeiro por parte do governo federal para instalação de centros de operações de desastres.
- Hoje os recursos são para socorrer os municípios. Com o novo fundo será possível prevenir. Existe um estudo internacional que aponta que para cada dólar aplicado em prevenção, sete são economizados. É preciso cobrar os planos diretores e evitar tragédias, como a do ano passado. Nova Friburgo, por exemplo, ainda não se recuperou. Há duas mil pessoas à espera do aluguel social - afirma o relator da comissão, deputado Glauber Braga (PSB-RJ).
Membro da comissão que produziu o relatório, o líder da bancada fluminense na Câmara Hugo Leal (PSC-RJ) pediu à presidência da Câmara urgência na votação das propostas. Segundo ele, o Rio esbarra na falta de liberação de verbas para a prevenção de catástrofes. Embora aprovadas emendas, o governo não liberaria as verbas.
- As pessoas têm que entender que não podemos mais tratar os casos como tragédias. Hoje são rotina. O Rio tem projetos, há casos de cidades da Baixada Fluminense que tiveram verbas aprovadas no ano passado, mas que não chegaram até hoje.




Da Agência O Globo

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